Processo de Imigração II

Continuando o post anterior, em que falei sobre as pessoas que nos procuram, perguntando sobre o Processo de Imigração do Canadá, segue abaixo um texto muito bom e informativo que encontrei no blog “Sustenido” sobre o assunto:

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COMO IMIGRAR
Existe o Processo Federal (o que fizemos) e os provinciais, onde cada província estabelece os critérios para receber imigrantes. Pessoalmente eu acho esses provinciais mais difíceis porque geralmente estão atrelados à uma oferta de emprego – coisa rara de se conseguir estando ainda no Brasil! Além disso, você fica meio “amarrado” com aquela província. Se quiser ir pra outro lugar até pode mas não é nada ético a província X te dar um visto e você dar um tchauzinho pros caras, né?

Um dos processos provinciais que se destaca é o da província de Quebéc. Eles estão incentivando aqueles que falam francês a ir pra província facilitando a entrada, inclusive exigindo menos dinheiro de reserva que o processo Federal. Pra nós não servia já que na época que demos entrada no processo nenhum de nós dois falava francês.

O PROCESSO FEDERAL
O governo do Canadá concede visto de residência permanente baseado em alguns critérios como nível de educação, experiência profissional, domínio das línguas oficiais canadenses (inglês e francês) e atribui uma pontuação a cada um desses itens. O número de “corte” pra dar entrada no processo atualmente é 67 pontos. Mais informações sobre isso no Self-assessment tool. Além disso você tem que comprovar um montante de dinheiro – que varia dependendo do número de membros na família – que servirá de fundo pra sobrevivência enquanto você não acha emprego.

O pedido de visto é feito em nome de uma pessoa só na família – geralmente quem pontua mais nos itens – e o restante da família (cônjuge, filhos) entram no processo como acompanhantes. As provas para certificação de domínio das línguas oficiais são prestadas apenas pelo aplicante principal.

Quando demos entrada no processo, em junho de 2006, ele tinha um formato. Em setembro de 2006 foi modificado, simplificando o início (nós tivemos que preencher um calhamaço gigante de formulários. Até onde eu sei, hoje em dia são menos papéis.).
A Carol do “Brancas Nuvens” escreveu um post bem mastigadinho sobre o processo federal novo .

Agora um conselho meu: se você não se garante em nenhuma das duas línguas oficiais do país (inglês e/ou francês) não dê entrada no processo. Só faça isso depois que estiver dominando o(s) idioma(s).

PRA ONDE IR?
Pra quem decide pelo processo federal, escolher onde morar é um capítulo à parte. Cada um tem que saber o que está buscando porque saber “onde é melhor” é muito relativo. Nesse site tem link pra todas as províncias. Vale a pena gastar um tempinho dando uma olhada em todas.

Nosso processo de escolha teve várias partes:
1- Eliminamos de cara as províncias que não dão cobertura de saúde imediatamente, como British Columbia, Ontario e Quebéc (não sei se tem outras). Imigrante já vai com o dinheiro contado. Ter que pagar seguro saúde por 3 meses em um país onde toda a população tem acesso gratuito à saúde foi um fator que consideramos importante.
2- Cidades grandes têm mais oportunidade, certo? Talvez, mas também tem mais gente competindo pelos mesmos empregos. Assim, Toronto e Vancouver, os destinos favoritos de 9 entre 10 imigrantes (esses números vieram da minha própria cabeça fértil, baseada no que tenho visto), saíram definitivamente da nossa lista (ambos estão nas províncias listadas no item 1; foi só pra confirmar mesmo!). Focamos nossa busca em capitais de outras províncias.
3- Tendo em mente os dois pontos anteriores, começamos pesquisar as cidades que têm um site informativo, que dão apoio à adaptação do imigrante, etc. A partir desse momento foi mais empatia mesmo. Havíamos escolhido Winnipeg, na província de Manitoba mas descobrimos que eles têm restrição do número de cachorros por casa. Como temos 4 “filhos caninos”, fomos procurar um lugar que pudesse aceitar todo mundo. Acabamos decidindo pela cidade de Halifax (link1, link2) , na província de Nova Scotia. E quanto mais pesquisamos, mais certos estamos de que fizemos uma boa escolha.

APOIO DO GOVERNO
Todas as províncias dão apoio aos imigrantes, dando curso de inglês para melhorar o nível, aulas e ajuda para preparar currículo, como se portar em uma entrevista, como funciona o mercado de trabalho canadense, etc. Ou seja, tudo para que você possa andar com as próprias pernas em pouco tempo.

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Espero que as pessoas aproveitem essas informações!

Beijos,

Andréa

Uma resposta to “Processo de Imigração II”

  1. Marco Rohr Says:

    Andrea ,

    Parabéns pelos comentários , tenho empresa de logistica no Brasil e nos USA , tenho visto americano , embora tenha sido negado um visto gerencial nos USA . Estou pensando em abrir uma empresa de transportes de cargas no Canada – penso em Winnipeg , mas tentaria o visto como empreendedor . O q vc acha disso ? Será que com 3 anos de residencia no Canada realmente consigo um Passaporte Canadense , com total viabilidade social nos USA ?

    Abraços ,

    Marco Rohr


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